Fernando Collor · 1º mandato
1990–1992 · Eleição direta em 1989.
Primeira eleição direta desde 1960. Não há plano de governo registrado como hoje; as promessas vêm dos slogans e compromissos da campanha de 1989, como "caçar marajás" e "modernizar o Brasil". Mandato interrompido pela renúncia em 29 de dezembro de 1992, durante o impeachment.
Promessas
- Não cumprida Gestão pública
Caçar os "marajás" — acabar com privilégios e corrupção no setor público
Foi o principal slogan da campanha. O mandato terminou num processo de impeachment motivado pelo esquema de corrupção do seu tesoureiro, PC Farias. Em 2025, Collor foi preso após condenação do STF por corrupção em outro caso.
- Não cumprida Economia
Não confiscar a poupança
Na campanha de 1989, Collor acusou Lula de planejar confiscar a poupança. Em 16 de março de 1990, um dia após a posse, o Plano Collor bloqueou cerca de 80% dos depósitos por 18 meses. Collor depois negou ter prometido preservar a poupança: "Eu nunca afirmei isso".
- Não cumprida Economia
Derrotar a inflação
Collor dizia que mataria a inflação "com um tiro só". Ela caiu logo após o Plano Collor, mas voltou a subir, e o IPCA ficou acima de 400% ao ano em todos os anos do mandato. A estabilização só veio com o Plano Real, em 1994.
- Cumprida Economia
Modernizar e abrir a economia
A modernização foi a outra bandeira da campanha. O governo eliminou a maior parte das barreiras não tarifárias e baixou a tarifa média de importação de cerca de 32% para 14% em três anos.
- Cumprida Economia
Começar as privatizações
O Programa Nacional de Desestatização foi criado em 1990 (Lei 8.031), e a primeira grande venda, a Usiminas, ocorreu em outubro de 1991.