Dilma Rousseff · 2º mandato
2015–2016 · Eleição direta em 2014. Plano de governo
Mandato interrompido pelo impeachment em 31 de agosto de 2016, com Dilma afastada desde maio. Ela governou cerca de 16 meses de um mandato de 4 anos, então metas com prazo em 2018 são avaliadas pelo que foi feito ou abandonado nesse período. O programa registrado em 2014 se chamava "Mais Mudanças, Mais Futuro".
Promessas
- Não cumprida Trabalho
Não mexer em direitos trabalhistas "nem que a vaca tussa"
Em setembro de 2014, Dilma disse que não mudaria férias, 13º, FGTS e hora extra "nem que a vaca tussa". Logo após a reeleição, o governo editou as Medidas Provisórias 664 e 665, que endureceram o acesso ao seguro-desemprego e à pensão por morte. Até senadores do PT criticaram.
- Não cumprida Economia
Sem alta de juros e sem "arrocho" na economia
Na campanha, Dilma dizia que a vitória de Aécio traria alta de juros e arrocho. Logo depois da reeleição, o Banco Central subiu a Selic, e o governo nomeou Joaquim Levy para fazer um ajuste fiscal. A mudança de rumo gerou acusações de "estelionato eleitoral".
- Não cumprida Economia
Manter a inflação sob controle
O controle da inflação aparece com destaque no programa de 2014. Em 2015, o IPCA fechou em 10,67%, acima do teto da meta (6,5%) e o maior desde 2002. A conta de luz subiu 51% em média no ano.
- Não cumprida Habitação
Mais 3 milhões de moradias no Minha Casa, Minha Vida 3
Prometida em outubro de 2014 para até 2018. Em fevereiro de 2016, Dilma reconheceu oficialmente que não cumpriria a meta, e a terceira fase foi lançada em março de 2016 com meta menor, de 2 milhões.
- Não cumprida Educação
Mais 12 milhões de vagas no Pronatec
Anunciada em junho de 2014 como a segunda fase do programa, a partir de 2015. Com o ajuste fiscal, o Pronatec ofereceu pouco mais de 1 milhão de vagas em 2015, cerca de 60% menos que em 2014.
- Não cumprida Educação
Mais 100 mil bolsas do Ciência sem Fronteiras até 2018
O programa sofreu contingenciamento já em 2015: o orçamento do ano (R$ 3,3 bilhões) ficou abaixo do que foi gasto em 2014 (R$ 3,42 bilhões, com 42.209 bolsas), sem a expansão prometida.
- Não cumprida Direitos humanos
Mobilizar a base para criminalizar a homofobia
Compromisso assumido na campanha com o deputado Jean Wyllys. O projeto ficou parado na CCJ da Câmara desde o início de 2015, sem mobilização do governo para aprová-lo.